Ben Cuidados — juntos, por cada batimento
Ben, lulu da pomerânia branco, na beira de um lago ao sol

Juntos por cada batimento

O Projeto Ben Cuidados nasceu da história do Benjamin para acolher famílias que enfrentam a doença da válvula mitral. Aqui você encontra informação clara, especialistas, experiências reais e uma comunidade para seguir essa jornada com mais segurança e menos solidão.

Conheça o Ben →
Entre na comunidade
Ben, lulu da pomerânia branco, na beira de um lago ao sol

Juntos por cada batimento

Acolhimento e informação clara para famílias que enfrentam a doença da válvula mitral.

Cuidando do coração

Seu cão recebeu o diagnóstico?

Entenda o que é a doença da válvula mitral, o que acontece com o coração e quais são os próximos passos.

Começar por aqui →
Caminhos de cuidado

Tratamentos e possibilidades

O acompanhamento costuma envolver medicamentos. Em alguns casos, também existem possibilidades de intervenção na válvula.

Exame de ecocardiograma em cão
V-Clamp Reparo por cateter.
→
Reparo da válvula mitral Cirurgia com circulação extracorpórea.
→
Experiências de famílias

Histórias reais

{{ c.name }}

{{ c.name }}

{{ c.desc }}

Conheça a história →
Ver todas as histórias →
Especialistas

Vozes que cuidam

Especialistas ajudam famílias a entender diferentes momentos dessa jornada.

{{ c.name }}

{{ c.name }}

{{ c.desc }}

Entrevista em breve
Comunidade

Você não precisa passar por isso sozinho.

Existe uma comunidade de tutores que vivem — ou já viveram — essa mesma jornada.

Conheça nossa comunidade →
Nossa origem

Quem foi o Ben

Ben com uma coroa dourada em Budapeste

Um Spitz com pose de rei, cuja história deu origem ao Ben Cuidados.

Conheça a história do Ben →

Seu cão recebeu o diagnóstico de doença da válvula mitral? Comece por aqui.

Você não precisa entender tudo de uma vez. Reunimos informações, orientações de especialistas e histórias de outras famílias para ajudar você a entender o diagnóstico e os próximos caminhos.

01

Entenda o que está acontecendo

O que é a doença da válvula mitral, quais são os sinais, os estágios e o que os exames podem mostrar.

Entender o diagnóstico →
02

Conheça os caminhos possíveis

Do acompanhamento clínico às opções cirúrgicas, veja o que existe hoje, ouça especialistas e conheça diferentes caminhos de cuidado.

Conhecer as possibilidades →
03

Encontre quem já passou por isso

Encontre histórias de quem já passou por isso, converse com outros tutores e acompanhe experiências reais ao longo dessa jornada.

Encontrar apoio →
Cuidando do coração

Quando a valva mitral não fecha como deveria

A valva mitral fica no lado esquerdo do coração e funciona como uma pequena porta: abre para o sangue passar e fecha para impedir que ele volte. Na doença mixomatosa, essa estrutura se altera com o tempo e parte do sangue pode retornar.

Muitos cães podem permanecer sem sinais clínicos por bastante tempo. Entender em que estágio a doença está e acompanhar mudanças em casa ajuda o tutor a participar melhor das decisões com o veterinário.

Entender a doença por completo →
Ilustração do coração com a valva mitral em destaque, o fluxo normal do sangue e uma seta indicando o retorno do sangue para o átrio esquerdo

Cada jornada é diferente. Informação ajuda a enxergar o próximo passo.

Histórias de reais

Ver todas as histórias →
Theo
Cirurgia de reparo mitral · Londres

Theo

Diagnosticado aos seis anos, Theo ficou estável por quatro anos até a doença mudar de fase.

Ler a história →
Paola
Cirurgia de reparo mitral

Alana & Paola

A experiência de uma família com a doença da valva mitral e a cirurgia de Paola.

Ler a história →

Vozes que cuidam

Ver todos os vídeos →

Cardiologistas e equipes cirúrgicas explicando, tema por tema, o que acontece no coração do seu cão — do diagnóstico às opções de tratamento.

Dra. Denise Murakawa
Dra. Denise Murakawa Diagnóstico e acompanhamento cardiológico Em breve
Dr. Guilherme Goldfeder
Dr. Guilherme Goldfeder V-Clamp e procedimentos minimamente invasivos Em breve
Dra. Sayaka Takeuchi
Dra. Sayaka Takeuchi Cirurgia de reparo da válvula mitral Em breve
Dr. Masami Uechi
Dr. Masami Uechi Evolução da cirurgia de reparo mitral Em breve

Você não precisa atravessar isso sozinho.

Nosso grupo no Facebook reúne tutores que estão vivendo — ou já viveram — exatamente o que você está vivendo agora.

Entrar no grupo do Facebook
Nossa origem

A História do Benjamin

Tinha pose de rei, jeito de dono e uma presença impossível de ignorar. A história de quem deu origem ao Ben Cuidados.

Ben, Spitz Alemão branco, sentado e sorrindo
Quem ele era

Benjamin

Um Spitz Alemão branco, com carinha de ursinho. Chegou à nossa casa em 18 de junho de 2019, com sete meses, quando eu ainda carregava a perda do Billie. Ele ocupou um espaço que estava vazio — e, aos poucos, me ensinou de novo a amar sem medo.

Ben era o dono da casa. Não por posse, mas por presença. Movimentava a rotina, participava de tudo e tinha um jeito muito particular de se relacionar com cada um de nós.

Ele não demonstrava amor da mesma forma para todos. Com cada pessoa e cada irmão, parecia encontrar um jeito próprio de estar perto, de pedir carinho, de cuidar e também de impor seus limites. Talvez fosse justamente isso que fazia dele o centro da casa: Ben conseguia despertar em cada um uma relação única.

Aniversário de 5 anos, Budapest · Novembro/23

Também tinha suas certezas. O ovo mexido da manhã precisava ser conferido até o último pedaço. Meias usadas estavam entre seus brinquedos favoritos, logo depois de uma pelúcia laranja que era praticamente patrimônio pessoal. E, se acolhia cada novo irmão com naturalidade, também deixava muito claro quando algum deles invadia demais o seu espaço.

Aniversário de 5 anos, Budapest · Novembro/23

Esse jeito de pequeno rei ia com ele para onde fosse. Em uma viagem a Budapeste, no Castelo de Buda, vestido de rei, foi recebido pelas pessoas ao redor com um “Salve the King”. A cena era divertida, mas combinava perfeitamente com ele: Ben tinha presença.

Ben corria, viajava, fazia check-ups todos os anos e nunca tinha apresentado nenhum sinal que nos fizesse imaginar uma doença cardíaca importante.

Até o check-up de dezembro de 2024.

Dezembro de 2024

O diagnóstico

Aproveitamos a limpeza dentária dos irmãos para fazer também o check-up anual do Ben.  Clinicamente, ele estava excelente. Fizemos exame de sangue, eletrocardiograma e, dessa vez, um ecocardiograma.

Aniversario de 6 anos, Ilhabela · Novembro/24

O ecocardiograma mostrou degeneração da válvula mitral já em estágio B2, com aumento cardíaco importante e remodelamento significativo do coração. Até ali, não havia nenhum sintoma evidente.

A frase que mais me marcou foi que , naquele estágio, poderíamos ter cerca de um ano.

Como isso podia ser possivel? Foi a pergunta que mais repeti durante o Depois do diagnóstico, o nosso cachorro perfeito, que corria, viajava, nunca tinha apresetando nenhuma queixa - de repente ter uma contagem regressiva sobre a vida dele. Então, comecei a procurar informações, histórias parecidas, cães jovens com a mesma doença, médicos e possibilidades. Não encontrei muita coisa que pudesse me dizer por onde começar, e essa sensação é, até hoje, a que mais me aproxima das famílias que chegam aqui.

O que essa experiência me ensinou

Os check-ups do Ben não incluíam exames específicos para avaliar a saúde do coração. Ele era jovem, saudável e não apresentava queixas ou sinais que sugerissem uma doença cardíaca. Por isso, quando recebemos o diagnóstico, não havia como saber há quanto tempo a doença estava presente — se havia evoluído rapidamente ou se já estava ali, silenciosa, havia anos.

Foi uma das coisas que essa experiência mais me ensinou: não esperar necessariamente um sintoma para começar a conversar sobre a saúde do coração do seu cão. Pergunte ao veterinário quando e de que forma faz sentido avaliá-lo.

Início de 2025

Os primeiros meses

O Ben começou o tratamento com Vetmedin e o acompanhamento cardiológico. Passamos a observar tudo — qualquer tosse, qualquer sinal de cansaço. Mas a orientação foi deixá-lo viver, e foi o que fizemos: ele continuou ativo, passeando nos horários de sempre e participando da rotina da casa.

Dias na fazenda, Minas Gerais · Carnaval de 2025
Ao mesmo tempo, aprendíamos sobre a doença. Em março de 2025, em uma consulta com Dr Guilherme Goldfeder nos apresentou algo que eu não sabia que existia: possibilidades de intervenção. Uma delas era o V-Clamp, um procedimento feito por cateter, sem abrir o peito. Outra era o reparo da válvula mitral com circulação extracorpórea, realizado no Japão.

Após conversarmos com o Dr. Guilherme e conhecermos as possibilidades de tratamento, a cirurgia cardíaca no Japão ainda parecia uma realidade muito distante. Naquele momento, o V-Clamp passou a ser nossa primeira opção.

Havia a expectativa de que profissionais com experiência nesse procedimento viessem ao Brasil entre o final do primeiro semestre e o início do segundo de 2025. Decidimos, então, aguardar essa oportunidade, enquanto buscávamos compreender melhor a doença e buscar histórias reais de cães que haviam passado por esses tratamentos.

O Ben seguia estável, e isso também nos fazia acreditar que teríamos tempo para percorrer esse caminho.

No final de maio, a doença começou a mudar.

Maio e junho de 2025

Quando a doença mudou

Vieram as primeiras crises respiratórias. O coração descompensou, e ele precisou ser internado e receber oxigênio; em alguns momentos, a gengiva ficava arroxeada de tão pouco ar.

Foi quando a prioridade mudou. Já não se tratava apenas de acompanhar a doença, mas de mantê-lo bem. O tratamento foi ajustado, e o acompanhamento com a Dra. Denise Murakawa ficou mais próximo.

Com esses ajustes, o Ben voltou a se estabilizar. E, com ele bem novamente, chegou o momento de entender qual caminho poderíamos seguir.

A cirurgia no Japão ainda me parecia uma realidade distante, principalmente pelo período de quarentena de seis meses. Depois de termos vivido aquelas primeiras crises, eu não queria vê-lo passar por tudo aquilo novamente.

Naquele momento, o V-Clamp ainda seguia como uma possibilidade mais próxima. Havia a previsão de que médicos com experiência no procedimento viessem ao Brasil para realizar as cirurgias, e o próximo passo passou a ser entender se a anatomia do coração do Ben permitiria que ele também fosse um candidato ao V-Clamp.

Meados de 2025

Avaliação para V-Clamp

Com o Dr. Guilherme Goldfeder, o Ben passou pela avaliação para o V-Clamp. Para saber se o procedimento era possível, era preciso conhecer em detalhe a anatomia da válvula — e, para isso, foi feito um ecocardiograma transesofágico.

Em agosto de 2025, veio a conclusão: por uma característica anatômica da válvula, o Ben não era um candidato adequado ao V-Clamp.

Não foi um fracasso. Foi uma possibilidade investigada com cuidado que, para o caso específico dele, não era indicada. Cada cão precisa de avaliação individual.

Se aquele caminho não era possível, quais outros existiam?

Segundo semestre de 2025

A decisão pelo Japão

JASMINE, Yokohama ·  Abril/26

O outro caminho era aquele que já tínhamos conhecido em março: o reparo da válvula com circulação extracorpórea, realizado na JASMINE, em Yokohama, pela equipe do Dr. Masami Uechi. Decidimos seguir por ele.

A partir dali, começou a preparação: o caso do Ben foi enviado para avaliação, vieram exames, documentos e uma quarentena sanitária que precisava começar imediatamente para que ele pudesse entrar no Japão.

Nesse período, o Mighty Hearts Project — uma comunidade internacional de famílias que já tinham passado pela cirurgia — foi um apoio essencial. Em muitos momentos, foi a única referência que tivemos.

Agora existia uma meta clara: conseguir chegar ao Japão. Até lá, o Ben ainda precisava atravessar alguns meses.

Como funciona esse caminho →
Final de 2025 a março de 2026

A corrida para chegar até lá

Entre dezembro e janeiro, veio uma nova sequência de crises. Os exames trouxeram achados novos: uma possível inflamação dos brônquios e um colapso de traqueia associado ao tamanho do coração. Veio também o primeiro desmaio.

Os passeios de carrinho · Janeiro/26

O tratamento ficou mais complexo: ele passou a tomar seis medicamentos diferentes por dia. Com essa necessidade de ampliar a medicação para manter o quadro controlado, o Ben passou a ser classificado como estágio D, o mais avançado da doença. A equipe veterinária trabalhou para mantê-lo estável — e, depois das crises, ele se estabilizou.

A rotina se adaptou. O Ben passou a sair de carrinho, e os passeios ficaram mais curtos. Até março, ele foi mostrando menos disposição para correr e menos interesse até pelo ovo da manhã.

O objetivo daqueles meses era um só: mantê-lo estável e com qualidade de vida suficiente para chegar à cirurgia. 

No fim de março, embarcamos.

Março e abril de 2026

Japão

Em 29 de março de 2026, começamos uma viagem de cerca de trinta horas, entre voos e escalas, que eu temia profundamente. Mas o Ben passou por tudo com uma tranquilidade que nos surpreendeu: dormiu durante quase todo o percurso, sereno do início ao fim.

Ali, mais uma vez, ele nos mostrava o quanto nosso garoto era forte e corajoso.

Chegada em Tokyo - Aeroporto Haneda - Abril/26

Em Yokohama, vieram a consulta e a avaliação pré-operatória na JASMINE. A Dra. Sayaka Takeuchi explicou os riscos com transparência — arritmias, inflamação e a possibilidade, mesmo rara, de algo fatal no pós-operatório. Saímos com medo, mas também com confiança.

JASMINE, Yokohama · abril de 2026.

Nos dias seguintes, caminhamos por Yokohama, visitamos a Chinatown e o Park Yamashita onde admiramos as lindas Cerejeiras que estavam em epóca do florecer.  E, em uma Sexta-Feira Santa, no Brasil, sábado no Japão numa avenida movimentada, encontramos por acaso uma imagem de Jesus. Para nós, foi um sinal de que estávamos no caminho certo.

A cirurgia estava marcada para 6 de abril.

6 de abril de 2026

A cirurgia

Acordamos às 5h30. Mesmo em jejum, Ben foi direto até a cozinha pedir sua comida, como fazia todas as manhãs. A disposição para a comidinha caseira nunca falhava.

Arrumamos a pequena mala da internação e seguimos para a estação. Deixei que ele fizesse o caminho andando — queria que chegasse ao hospital vivendo aquele começo de dia do jeito mais normal possível.

Encontro da Imagem de Jesus, Yokohama · Abril/26

Antes de entregá-lo à equipe, segurei suas patinhas e disse: “Seja forte e corajoso. Vão cuidar do seu coração. Confia na mamãe.”

A cirurgia foi longa e complexa, bem além das horas previstas. Por volta das 13h, o Dr. Masami Uechi nos buscou na recepção e nos levou até a sala de cirurgia. Vimos o Ben, e ali ele nos contou a notícia: a válvula tinha sido reparada e a regurgitação, que antes era grave, estava mínima no resultado imediato, e sua situação era estável.

A equipe também contou que foram implantadas onze cordas — muito mais do que o habitual — e que, durante o procedimento, houve uma complicação: o coração dele precisou de choques para voltar a bater. O caso do Ben era ainda mais complexo do que os exames tinham mostrado — e ele havia atravessado tudo aquilo.

1 hora depois da cirurgia de circulacao extracorporea - JASMINE, Yokohama · Abril/26

Naquele dia, não estávamos sozinhos. O Dr. Guilherme Goldfeder e a Dra. Viviane Galeazzi viajaram até o Japão para acompanhar a cirurgia do Ben. Foi uma grande bênção: graças a eles, conseguimos receber fotos e notícias dele durante as primeiras horas depois do procedimento.

Uma hora depois, o Ben estava acordado, sentado e estável. À noite, ficou um pouco agitado, mais ainda seguia bem, deram um sedativo para que descansasse. Estávamos aliviados, mas ainda sim, sabíamos que os primeiros dias poderiam ser críticos.

Durante a madrugada de 7 de abril, o hospital entrou em contato para avisar que o coração do Ben havia parado. 

Ben foi forte até onde Deus permitiu.

O que ficou

Quando olhamos para tudo o que vivemos com o Ben, pensamos também no que ele deixou em nós.

Foram meses de cuidado, entrega, dúvidas, noites em claro e uma busca constante por compreender a doença e oferecer tudo o que estivesse ao nosso alcance. Mas, no meio de tudo isso, Ben continuou ensinando aquilo que sempre soube fazer melhor: amar de forma inteira, constante e sem medida. Foi com ele que entendemos, de verdade, a dimensão do amor incondicional.

Toda essa trajetória também nos transformou. Ben renovou nossa fé, trouxe sonhos que nasceram com ele e nos deu força para continuar mesmo quando não sabíamos exatamente onde aquele caminho terminaria.

Para sempre, Ben.

Depois da sua partida, começamos a olhar para a história inteira com outros olhos. E foi então que um detalhe, que até ali parecia apenas parte das datas da nossa vida, ganhou um significado diferente:

ELE CHEGOU COM7meses de idade
TEVE 7anos de vida
PARTIU EM UM DIA7de abril

Há séculos, o número sete aparece associado à ideia de completude e plenitude em diferentes tradições religiosas e culturais. Ao percebermos como ele atravessava momentos tão importantes da história do Ben, esse significado passou a tocar também a nossa.

Não porque sete anos tenham sido suficientes — nunca seriam. Mas porque começamos a entender que uma vida completa não se mede apenas pelo tempo.

Ben foi completo no amor que nos deu, na forma como despertou e renovou nossa fé, nos sonhos que fez nascer e em tudo o que nos ensinou sobre entrega, coragem e amor incondicional.

E, talvez sem sabermos, toda essa trajetória também estivesse nos preparando para continuar depois dele.

Por que existe o Ben Cuidados

Quando recebemos o diagnóstico, faltaram informações organizadas, histórias reais, clareza sobre os caminhos e pessoas que já tivessem passado por aquilo. Ao longo da jornada do Ben, aprendemos muito. Depois da partida dele, entendemos que esse conhecimento não precisava terminar conosco.

Foi daí que nasceu o Ben Cuidados: para que outras famílias encontrem com mais facilidade informação, orientação, profissionais, possibilidades, experiências reais, apoio — e perguntas para levar aos seus veterinários.

Não prometemos cura, nem dizemos que a cirurgia é o melhor caminho ou que toda família deve fazer o que fizemos. Cada cão, cada estágio e cada família são diferentes. O que oferecemos é informação para conversar com a equipe veterinária e compreender melhor as próprias possibilidades.

Cuidando do coração →
Histórias Reais →
Cavalier King Charles deitado numa manta, recebendo carinho na cabeça
Doença da valva mitral em cães

Conhecer o coração é uma forma de cuidar.

Quando chega um diagnóstico cardíaco, surgem muitas perguntas. Aqui você vai entender, passo a passo, o que acontece no coração do seu cão, o que observar e quais caminhos de cuidado existem.

Cavalier King Charles deitado numa manta, recebendo carinho na cabeça
Doença da valva mitral em cães

Conhecer o coração é
uma forma de cuidar.

Entenda, passo a passo, o que acontece no coração do seu cão.

Antes de tudo

Antes da doença, entenda a pequena porta que trabalha a cada batimento

O coração tem quatro câmaras e válvulas que ajudam o sangue a seguir na direção correta. A valva mitral fica no lado esquerdo, entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo.

Pense nela como uma pequena porta: abre para o sangue passar e fecha para impedir que ele volte. Na doença mixomatosa da valva mitral, essa estrutura vai se alterando com o tempo e pode deixar de fechar adequadamente.

Infográfico: o coração do cão e a valva mitral, com átrio esquerdo, ventrículo esquerdo e um detalhe da degeneração da valva
O que muda na doença

Quando a pequena porta não fecha direito

Com a degeneração, as cúspides ficam espessadas e menos capazes de se encontrar no fechamento. Parte do sangue retorna do ventrículo para o átrio esquerdo — a regurgitação mitral. No início o organismo compensa, e por isso muitos cães parecem completamente bem por bastante tempo.

Infográfico: comparação entre um coração normal, com a valva mitral fechada, e um coração com DMVM, em que parte do sangue retorna
O que acontece com o coração

O que acontece com o coração ao longo do tempo

Com o volume extra circulando de novo, o átrio e o ventrículo esquerdos podem aumentar de tamanho. Isso não acontece do mesmo jeito nem na mesma velocidade em todos os cães — por isso as reavaliações importam mesmo quando ele parece bem.

Infográfico em quatro etapas: valva mitral alterada, parte do sangue retorna, o lado esquerdo trabalha mais e aumenta, e pode surgir congestão com líquido nos pulmões
A sequência mostra um mecanismo possível. A evolução varia de cão para cão.
Como descobrimos e acompanhamos

Sopro e exames

Muitas vezes a primeira pista aparece numa consulta de rotina: o veterinário ouve um som diferente no estetoscópio. Mas o sopro sozinho não define o tamanho do coração, a intensidade da regurgitação nem o estágio da doença — é a soma dos exames que constrói o quadro.

Auscultação O estetoscópio revela o sopro, muitas vezes antes de qualquer sintoma.
Ecocardiograma Avalia a valva, o fluxo, o tamanho das câmaras e a função cardíaca.
Radiografia de tórax Mostra o tamanho global do coração e sinais de congestão.
Eletrocardiograma Indicado para avaliar ritmo e alterações elétricas.
Sangue e pressão arterial Enxergam o paciente como um todo, sobretudo sob medicação.
O que perceber em casa

Pequenas mudanças podem fazer diferença

Você conhece o jeito normal do seu cão dormir, respirar, caminhar e pedir carinho. Alguns sinais não significam automaticamente insuficiência cardíaca, mas merecem ser comunicados ao veterinário — sobretudo quando são novos, persistentes ou estão piorando.

Infográfico: o que observar em casa — respiração, sono e conforto, apetite, disposição e passeios, tosse, desmaios — e o passo a passo da frequência respiratória em repouso
Atenção · pescoço esticado para respirar

Um cão com dificuldade para respirar pode mudar a postura para tentar facilitar a entrada de ar: manter a cabeça e o pescoço estendidos, afastar os cotovelos do corpo, ficar inquieto ou evitar deitar.

Essa postura é um sinal de desconforto respiratório e não é exclusiva da doença cardíaca.

Se vier acompanhada de respiração trabalhosa, boca aberta, fraqueza intensa ou piora rápida, procure atendimento veterinário com urgência.

Frequência respiratória em repouso

Um número simples ajuda você a perceber mudanças

Acompanhar a respiração enquanto ele está tranquilo — idealmente dormindo — é uma ferramenta útil em casa. O que importa não é um número isolado, mas conhecer o padrão do seu cão e perceber aumentos persistentes em relação ao habitual.

1 Com o cão em repouso Quando ele estiver tranquilo, deitado e dormindo.
2 Conte as respirações Observe o movimento do peito por 1 minuto — ele sobe e desce.
3 Anote o valor Registre a data e o resultado.
4 Observe a tendência Acompanhe ao longo dos dias e note se há aumento em relação ao habitual.

O consenso ACVIM destaca que um aumento persistente acima do padrão habitual é particularmente útil para sinalizar possível descompensação. O cardiologista deve orientar qual limite e qual conduta fazem sentido para o seu cão.

Estágios da doença

Entendendo A, B1, B2, C e D

Os estágios ACVIM organizam a doença conforme o que já existe no coração e a presença ou não de insuficiência cardíaca. Não são uma contagem regressiva nem dizem quanto tempo um cão fica em cada fase.

Infográfico: os estágios A, B1, B2, C e D da DMVM, com o que cada um significa e o que o tutor pode perceber
Formas de cuidar

Acompanhamento, medicamentos e possibilidades

Não existe um único tratamento que sirva para todos os cães com DMVM. Em alguns momentos o cuidado significa apenas acompanhar; em outros, pode envolver medicamentos, ajustes de rotina e, em cães selecionados, avaliação para reparo da valva.

Infográfico: formas de cuidar — acompanhamento, pimobendan, diuréticos, inibidores da ECA, supressores da tosse e intervenções OMVR e V-Clamp/TEER

{{ c.title }}

{{ c.lead }}

{{ c.more }}

{{ c.label }}

A prescrição depende do estágio e do paciente. Esta página não traz doses nem substitui a avaliação do médico-veterinário.

Quando a doença descompensa

O momento em que os sinais aparecem

Falamos em insuficiência cardíaca quando as alterações do coração passam a provocar consequências clínicas, como congestão e edema pulmonar.

Dificuldade respiratória merece atenção imediata. Em vez de tentar decidir em casa se a causa é cardíaca ou respiratória, o mais seguro é procurar avaliação veterinária.

O tutor pode perceber
◆aumento da frequência ou do esforço respiratório
◆dificuldade para descansar
◆postura diferente para respirar
◆cansaço e fraqueza
◆tosse ou desmaios, em alguns cães
Procure atendimento com urgência Respiração com esforço, boca aberta, gengiva azulada ou acinzentada, desmaio ou piora rápida.
Qualidade de vida

Cuidar também é observar como ele vive

Um bom acompanhamento não olha apenas para o ecocardiograma. Um diário simples ajuda a equipe a enxergar mudanças que uma consulta curta não alcança.

SonoDorme confortável? Muda de posição a noite toda?
ApetiteContinua se interessando pela comida?
RespiraçãoEstá tranquila quando ele dorme?
DisposiçãoConsegue pequenos passeios dentro do que é seguro?
InteraçãoAinda procura a família, pede carinho, participa?
Da clínica ao reparo

Quando a cirurgia entra na conversa

A DMVM pode ser tratada clinicamente por longos períodos, e esse é o caminho da maioria dos cães. Para alguns, o reparo da valva pode entrar na conversa como uma possibilidade adicional — não como substituto do acompanhamento, mas como mais uma opção a ser avaliada com calma pela equipe.

OMVR × V-Clamp / TEER

As duas abordagens de reparo

OMVR

Reparo aberto da valva

Como é feitoCirurgia com circulação extracorpórea, reconstruindo o aparelho da valva.
InvasividadeCirurgia de peito aberto.
ElegibilidadeDepende do quadro clínico e de avaliação especializada.
EvidênciaMais estudos e mais tempo de acompanhamento.
Onde existePoucos centros altamente especializados no mundo.
Entenda o reparo aberto →
TEER · V-Clamp

Reparo por cateter

Como é feitoUm dispositivo aproxima as bordas da valva, levado por cateter.
InvasividadeMenos invasivo que a cirurgia aberta.
ElegibilidadeA anatomia da valva é decisiva.
EvidênciaEvidência mais recente e menos extensa.
Onde existeCentros específicos, em expansão.
Entenda o V-Clamp →
Avaliação individual

Meu cão pode ser candidato?

A decisão não depende apenas de ter a doença. Ela é tomada caso a caso, com uma equipe experiente, olhando para o conjunto.

O que entra na avaliação
◆O estágio da doença
◆A anatomia da valva
◆O tamanho e o peso do cão
◆Outras doenças associadas
◆O risco do procedimento
◆A experiência do centro
◆Os objetivos da família

Conhecer essas opções não significa que o seu cão precise de uma intervenção. Nem todo cão é candidato, e nem toda família escolherá esse caminho — as duas coisas são legítimas.

Dúvidas frequentes

As 10 perguntas mais feitas

{{ f.num }} {{ f.q }} {{ f.sign }}

{{ f.a }}

Para levar à consulta

Perguntas para o cardiologista

A consulta é curta e a gente esquece metade. Marque as que valem para o seu caso e leve anotado.

{{ q }}

Informação também é cuidado

Você não precisa decorar cada termo ou prever cada etapa. O mais importante é compreender o suficiente para observar seu cão, reconhecer mudanças e participar das decisões ao lado da equipe veterinária.

Cada coração tem uma história diferente. Acompanhar de perto é uma forma de estar presente nela.

Especialistas Cardiologistas veterinários explicando, em vídeo, cada etapa deste conteúdo. Ver vozes que cuidam →
Comunidade Tutores brasileiros trocando experiências reais, todos os dias. Entrar na comunidade →
Histórias Outras famílias que atravessaram o mesmo caminho. Ler histórias →
Fontes e referências{{ refsLabel1 }}

[R1] Keene BW, Atkins CE, Bonagura JD, et al. ACVIM consensus guidelines for the diagnosis and treatment of myxomatous mitral valve disease in dogs. J Vet Intern Med. 2019;33(3):1127-1140.

[R2] Boswood A, Häggström J, Gordon SG, et al. Effect of pimobendan in dogs with preclinical myxomatous mitral valve disease and cardiomegaly: the EPIC study. J Vet Intern Med. 2016;30(6):1765-1779.

[R3] Rishniw M, Ljungvall I, Porciello F, et al. Sleeping respiratory rates in apparently healthy adult dogs. Res Vet Sci. 2012;93(2):965-969.

[R4] Ohad DG, Rishniw M, Ljungvall I, et al. Sleeping and resting respiratory rates in dogs with subclinical heart disease. J Am Vet Med Assoc. 2013;243(6):839-843.

[R5] Mochel JP, Ward JL, Stern JA. Evidence-based medical therapy for mitral regurgitation in dogs. J Vet Cardiol. 2026.

[R6] Kongchatree SK, Rattanasrisomporn J. When to consider mitral valve surgery in dogs. Front Vet Sci. 2026;13:1900762.

[R7] Merck/MSD Veterinary Manual — Initial triage and resuscitation of small animal emergency patients; Clinical signs of respiratory disease in animals.

[R8] Thomovsky E, Romano Noriega J. Acute stabilization of respiratory distress in small animal practice. Clinician's Brief, 2024.

O Mighty Hearts Project  foi seguido como inspiração de comunicação e organização, não como fonte científica primária.
Conteúdo educativo: esta página não diagnostica, não prescreve e não substitui a consulta veterinária.
Decisões individuais dependem do cardiologista veterinário que acompanha o seu cão.

Mesa de consultório veterinário com estetoscópio, plantas e livros
Conversas com especialistas

Vozes que cuidam

Conversas com profissionais que ajudam a compreender diferentes momentos da doença da válvula mitral — do diagnóstico às possibilidades de tratamento e cirurgia.

Mesa de consultório veterinário com estetoscópio, plantas e livros

Vozes que cuidam

Especialistas ajudam a entender cada momento da doença da válvula mitral.

Dra. Denise Murakawa
01 · Diagnóstico e acompanhamento

Entendendo o diagnóstico e o acompanhamento

Dra. Denise Murakawa Cardiologia e pneumologia veterinária

Uma conversa sobre o que acontece após o diagnóstico, como a doença é acompanhada ao longo do tempo e quais informações ajudam a família a compreender melhor cada decisão.

Conheça a participação →
Entrevista em breve
Dr. Guilherme Goldfeder
02 · Quando a cirurgia entra em discussão

Quando a cirurgia passa a ser uma possibilidade

Dr. Guilherme Goldfeder Cirurgia cardíaca veterinária

Uma conversa sobre quando procedimentos para reparar a válvula mitral entram em discussão, quais possibilidades existem e por que cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Conheça a participação →
Entrevista em breve
Dra. Sayaka Takeuchi
03 · Cirurgia no Japão

Cirurgia no Japão: da candidatura ao pós-operatório

Dra. Sayaka Takeuchi Cardiologia veterinária

Um olhar sobre as diferentes etapas da cirurgia de reparo da válvula mitral — da avaliação do paciente aos cuidados após o procedimento.

Conheça a participação →
Entrevista em breve
Dr. Masami Uechi
04 · Pesquisa e evolução da cirurgia

A evolução da cirurgia de reparo da válvula mitral

Dr. Masami Uechi CEO e cirurgião-chefe da JASMINE

A trajetória de pesquisa e cirurgia que ajudou a tornar o reparo da válvula mitral uma possibilidade para cães em diferentes partes do mundo.

Conheça a participação →
Entrevista em breve

Informação para compreender melhor

As conversas desta página têm caráter educativo e não substituem a avaliação individual de uma equipe veterinária. Cada cão tem uma história clínica diferente, e as decisões devem considerar exames, evolução da doença e orientação profissional.

Conhecimento também é uma forma de cuidado.

Entender o que está acontecendo ajuda a fazer perguntas melhores, reconhecer possibilidades e participar das decisões ao lado de quem cuida do seu cão.

Cuidando do coração A doença, os exames e os cuidados do dia a dia, explicados com calma. Continuar aprendendo →
Histórias reais Famílias que contam como viveram o diagnóstico e o tratamento. Conhecer outras jornadas →
← Vozes que cuidam
{{ voz.name }}
{{ voz.eyebrow }}

{{ voz.name }}

{{ voz.spec }}
Tema {{ voz.theme }}

{{ voz.intro }}

A jornada
01Avaliação
02Preparação
03Cirurgia
04Recuperação
05Acompanhamento
O Ben diante da árvore da JASMINE, no Japão
O Ben na JASMINE, no Japão.
Temas previstos
{{ t }}

Outras vozes

Ver todos os especialistas →
{{ o.name }}
{{ o.name }} {{ o.theme }}

As participações nesta página têm caráter educativo. Cada cão tem uma história clínica diferente, e decisões sobre diagnóstico, medicamentos ou procedimentos devem ser feitas junto à equipe veterinária responsável pelo paciente.

Polaroids de um cão — focinho, patinhas e passeios — sobre uma manta clara com flores
Histórias reais

Cada família percorre um caminho diferente.

Tutores compartilham suas experiências com a doença da valva mitral, as escolhas que fizeram e o que aprenderam ao longo da jornada.

Polaroids de um cão — focinho, patinhas e passeios — sobre uma manta clara com flores

Cada família percorre um caminho diferente.

Experiências reais com a doença da valva mitral.

Conheça as histórias

Theo

Theo

Diagnosticado aos seis anos, Theo ficou estável por quatro anos até a doença mudar de fase: síncopes, edema pulmonar e sete dias na UTI. Em 2025, fez a cirurgia de reparo da válvula mitral em Londres — e hoje vive sem medicação, correndo e brincando como antes.

“{{ theo.quote }}”

Conhecer a história →
Paola
Paola

Paola

Diagnosticada já em estágio C, Paola recebeu o V-Clamp em 2023 e viveu mais três anos com melhor qualidade de vida. Alana conta a jornada das duas — do diagnóstico à despedida.

“{{ paola.quote }}”

Conhecer a história →
{{ c.name }}

{{ c.name }}

{{ c.desc }}

Conhecer a história →
Benjamin, lulu da Pomerânia branco, deitado sobre uma manta
Onde tudo começou

A história que deu origem ao Ben Cuidados

Antes de todas as histórias reunidas aqui, houve a do Ben. Foi a jornada dele que deu origem a este projeto e ao desejo de reunir informação, especialistas e outras famílias.

Conheça a história do Ben →

Cada experiência é única

Os relatos apresentados aqui representam experiências pessoais. A evolução da doença, a indicação de procedimentos, os riscos e os resultados podem ser diferentes para cada cão. Decisões médicas devem sempre ser discutidas com a equipe veterinária responsável pelo paciente.

Quer compartilhar a sua história?

Se você viveu a jornada da doença da valva mitral com o seu cão e gostaria de dividir essa experiência com outras famílias, escreva para o Ben Cuidados.

Os relatos enviados serão avaliados antes da publicação e poderão passar por edição para organização do conteúdo, sempre preservando a experiência da família.

Toda história compartilhada pode alcançar outra família.

Às vezes, encontrar alguém que já passou por uma situação parecida não responde todas as perguntas — mas pode tornar o caminho um pouco menos solitário.

Conheça nossa comunidade →
Entenda a doença →
← Histórias Reais
Histórias Reais

Theo

Da descoberta da doença mitral à cirurgia em Londres — e ao reencontro com a vida que ele tinha antes.

Theo

Theo chegou à família com apenas dois meses, em janeiro de 2015. Maltês, amoroso, tranquilo e muito apegado, rapidamente se tornou filho, sobrinho e neto — presença constante em uma vida de viagens, rotina e muito companheirismo.

A doença da válvula mitral apareceu quando ele tinha seis anos, durante um check-up realizado antes de uma limpeza dentária.

Sandra pouco conhecia sobre a doença. Theo era seu primeiro cachorro e, naquele momento, tudo parecia novo. Depois de algumas avaliações, a família chegou ao Dr. Guilherme Goldfeder, que passou a acompanhá-lo.

Durante cerca de quatro anos, Theo permaneceu estável, sem medicação e fazendo seus controles regularmente.

Em fevereiro de 2024, uma alteração no ecocardiograma levou ao início do pimobendan. Alguns meses depois, porém, a doença começou a mostrar uma nova fase.

Em novembro, pouco depois de completar dez anos, Theo teve a primeira síncope. No mês seguinte, uma infecção intestinal provocou uma importante descompensação cardíaca. Ele desenvolveu edema pulmonar, teve dificuldade para respirar e precisou permanecer sete dias na UTI com suporte de oxigênio.

Para Sandra, aquele foi o momento mais difícil de toda a jornada.

“O mais difícil foi vê-lo na UTI, sem conseguir respirar.”

Theo conseguiu se estabilizar, mas a rotina da família havia mudado. Vieram noites de tosse, falta de ar, ajustes de medicação e a sensação constante de que alguma coisa poderia acontecer.

Foi nesse período que a possibilidade da cirurgia, já apresentada anteriormente, deixou de parecer distante.

A decisão pela cirurgia

Theo no RVC, Londres · Junho/25

A decisão não foi simples. O marido de Sandra estava mais decidido a operar. Ela, nos dias em que Theo parecia melhor, muitas vezes pensava em desistir.

Mas, aos poucos, perceberam que ele estava mais apático e que todos viviam em estado permanente de alerta. A cirurgia passou a representar não apenas uma tentativa de controlar a doença, mas uma possibilidade de devolver qualidade de vida ao Theo.

Em junho de 2025, a família viajou para Londres. Theo foi internado no RVC no dia 15 e submetido à cirurgia de reparo da válvula mitral na manhã seguinte. O Dr. Guilherme Goldfeder também viajou para acompanhar o procedimento, algo pelo qual a família guarda enorme gratidão.

Depois da cirurgia, foram 48 horas sem poder vê-lo. No terceiro dia aconteceu o reencontro. Apesar da grande cicatriz e de tudo o que havia enfrentado, Theo ficou feliz ao ver a família e começou, pouco a pouco, a voltar a comer.

Após sete dias internado e alguns dias adicionais de recuperação em Londres, ele recebeu autorização para voltar para casa.

O Theo depois da cirurgia

O reencontro, 3º dia após a cirurgia · Junho/25

A recuperação foi gradual. As caminhadas começaram com poucos minutos por dia e, durante os primeiros meses, ainda havia medicações e algumas restrições. Mas uma mudança apareceu cedo:

Theo respirava melhor.

Com o passar das semanas, voltou a ter energia, disposição e vontade de brincar. Depois de aproximadamente três meses, as medicações foram retiradas.

“Ele voltou a ter brilho nos olhos.”

Hoje, um ano após a cirurgia, Theo não toma nenhuma medicação e continua fazendo acompanhamento cardiológico periódico. Ele voltou a correr, brincar e aproveitar sua rotina. Em outubro de 2026, completa 12 anos.

Para Sandra, toda essa jornada foi construída pela confiança nos médicos, pelo amor da família, pela força de Theo e também por aquilo que considera uma bênção.

Theo hoje · 2026

Mas ela guarda um desejo muito claro: gostaria de ter encontrado, naquela época, mais informações sobre a cirurgia, os hospitais e relatos de famílias que já tivessem passado pelo mesmo caminho. Não para tornar a decisão fácil. Mas para compreendê-la melhor.

A história de Theo é uma entre muitas possíveis. Cada cão tem sua condição, seus riscos e seu próprio caminho. Para sua família, a cirurgia significou a possibilidade de recuperar algo que a doença começava a levar:

a liberdade de respirar melhor, correr, brincar e simplesmente voltar a ser Theo.

Outra história Alana & Paola →
← Histórias Reais

Este relato é uma experiência pessoal e não substitui orientação veterinária. Cada cão tem uma história clínica diferente.

← Histórias Reais

A história da Paola

Por Alana
Quem ela era · 2013

Paola

Em 2013, minha vida ficou mais colorida e cheia de amor. Chegou o serzinho mais especial, para me mostrar o amor mais puro e verdadeiro — um amor incondicional que tive o privilégio de conhecer.

Sempre convivi com cães, mas eles ficavam fora de casa, no quintal. Até que um dia minhas primas me pediram para cuidar da cachorrinha delas enquanto viajavam. Fiquei encantada e quis uma para mim também.

Entrei em contato com o canil, e a dona ficou de levar duas cachorrinhas para que eu escolhesse uma. Mas Deus é tão maravilhoso que ela levou apenas uma: a Paola. Eu me apaixonei no momento em que a vi. Hoje entendo que éramos para ser uma da outra.

A Paola era uma Spitz Alemão laranja, de personalidade forte e presença marcante. Andava como se estivesse desfilando. Era minha sombra: me seguia por toda a casa, com uma lealdade inexplicável.

Eu conversava com ela sobre qualquer coisa, mas os lambeijos vinham sempre depois de uma pergunta:

“Filha, você ama a mamãe?”

Antes da doença

Nosso tempo juntas

Nosso tempo juntas foi marcado por muito companheirismo. Ela me acompanhava em todas as viagens. Amava ir para a fazenda, nadar, correr e brincar. Era extremamente ativa — e latia demais.

Quando me via pegando a mala, ficava eufórica. No caminho até o carro, uivava com medo de ser deixada para trás.

2020

O diagnóstico

A Paola começou com uma tosse. Levei-a a uma clínica, e disseram que era colapso de traqueia. Como é algo comum na raça, não me preocupei tanto.

Até que, em 2020, quando ela tinha uns seis anos, tossiu e caiu, como se tivesse ficado sem oxigênio. Não chegou a ser um desmaio. Nessa época, eu morava em uma cidade no interior de Goiás, onde não há muitos veterinários especialistas nem estrutura adequada para um caso como o dela.

Na clínica, dessa vez, identificaram um sopro no coração. O eletrocardiograma mostrou batimentos normais, e me indicaram um especialista em Goiânia, o Dr. Paulo Sousa. Não perdi tempo: no dia seguinte, estávamos lá.

Depois do ecocardiograma e do eletrocardiograma, veio o diagnóstico: doença da válvula mitral já em estágio C, com edema pulmonar. O quadro era grave. Perguntei qual era a expectativa de vida, e ele respondeu que, de acordo com a literatura, seria de aproximadamente um ano.

Naquele momento, meu mundo desabou.

Caí em um choro desesperado ali mesmo. Não estava preparada e não conseguia acreditar que ela teria tão pouco tempo.

Até então, eu nunca tinha ouvido falar dessa doença. Passei a ler artigos e tudo o que pudesse prolongar um pouco mais a vida dela. Li muito sobre alimentação natural e troquei a ração por uma dieta natural, tudo para que ela tivesse mais longevidade.

A partir de 2020

O tratamento

A Paola começou a tomar quatro medicamentos, em doses mais baixas, para o coração e para tratar o edema. No início, o acompanhamento era a cada seis meses.

O médico orientou passeios curtos, no ritmo dela, sem esforço. Mudamos a rotina: eu evitava tudo o que pudesse estressá-la e deixava sempre bastante água disponível, por causa dos diuréticos — que também aumentaram o volume de urina.

À medida que a doença avançava, os intervalos entre as consultas diminuíram e as medicações aumentaram, tanto nas doses quanto em novos remédios. As idas a Goiânia passaram a ser a cada quatro meses e, depois, a cada três.

De 2020 a 2023

Uma nova possibilidade

Assim que recebi o diagnóstico, perguntei ao Dr. Paulo se não havia alguma cirurgia. Ele disse que ela era feita apenas no Japão. Eu ainda estava em choque, e aquilo me pareceu muito distante.

Pouco tempo depois — entre 2020 ou 2021, decidi levá-la ao Japão e comecei a pesquisar. Estávamos na pandemia, e tudo era complicado: exigiam uma quarentena de seis meses aqui no Brasil e outra ao chegar lá, na qual eu não poderia ficar com ela. Depois, ainda seriam mais catorze dias antes de poder sair na rua. Diante de tudo isso, desisti e decidi dar a ela o maior conforto possível.

Em 2023, por volta de março ou abril, o Dr. Paulo me ligou para contar que o Dr. Orton viria ao Brasil operar. Eu não sabia nada sobre o V-Clamp. Ele me explicou que era um dispositivo colocado na válvula do coração para diminuir a regurgitação do sangue. Como a doença é degenerativa, não seria uma cura, e sim uma forma de atrasar sua progressão.

Eu quis muito aproveitar a oportunidade e aceitei sem pensar duas vezes. O Dr. Paulo enviou os exames da Paola para o Dr. Guilherme Goldfeder, e constataram que a anatomia do coraçãozinho dela era perfeita para receber o dispositivo.

2023

Até o dia do procedimento

Eu tinha muito medo de perdê-la na cirurgia. Aceitei porque era um médico que já operava havia algum tempo, com bons resultados, e porque era grande a minha confiança em Deus de que tudo daria certo.

Ainda assim, fiquei apreensiva. Pesquisei sobre o dispositivo e procurei vídeos do Dr. Orton falando sobre a cirurgia. Por mais rápido que eu tenha decidido, não foi uma decisão fácil: quando se fala em cirurgia no coração, sempre dá medo.

Faltava um mês para o meu casamento. Eu estava em dúvida se ela deveria entrar na cerimônia, por causa do estresse que o tumulto poderia lhe causar. Graças a Deus, decidi que sim.

Foi o dia mais lindo da minha vida, e ela estava presente.

2023

O dia do V-Clamp

Na véspera, fui ao hospital para que ela fizesse os exames. Queria muito ter notícias do cachorrinho operado naquele dia. A cirurgia dele havia sido bem-sucedida, e isso me deixou mais tranquila — ou menos tensa, digamos assim. Pude entrar na UTI, e a estrutura era incrível.

Passei a noite pedindo a Deus que desse tudo certo, mas, ao mesmo tempo, morrendo de medo de dar errado. Por isso, tirei muitas fotos e fiz vídeos dela.

Paola na UTI, recuperação pós V-Clamp · UFAPE, 2023

No dia da cirurgia, me bateram insegurança e angústia. Foi muito difícil entregá-la nos braços da veterinária que a levou para a sala de cirurgia. Passei todo o procedimento com o peito apertado, olhando o celular sem parar, sem conseguir relaxar.

Até que vi um story do Dr. Guilherme segurando a mão do Dr. Orton, como se estivessem comemorando.

Senti um alívio enorme. Eu sabia que tinha dado tudo certo.

Pouco depois, o Dr. Paulo me mandou mensagem dizendo que ela estava bem. Saber que ele tinha acompanhado a cirurgia me deu ainda mais segurança.

Depois do V-Clamp

Mais tempo juntas

Paola dois dias após o V-Clamp · 2023

Dois dias depois, voltamos para casa. Tive receio, porque a viagem de carro de São Paulo a Goiás era longa e eu temia que ela sentisse dor ou passasse mal. Mas a Paola sempre foi muito forte.

A recuperação foi rápida, e ela não teve dor. Sei disso porque em nenhum momento perdeu o apetite, estava sempre com a carinha boa e se movimentava pela casa.

O acompanhamento passou a ser mensal, depois a cada três meses e, por fim, a cada seis. Ela teve uma ótima melhora: o coração diminuiu de tamanho, o Dr. Paulo reduziu as medicações e retirou uma delas, e a tosse melhorou bastante com a diminuição da regurgitação.

Por algum tempo, ela pôde ter uma qualidade de vida melhor. A Paola viveu mais três anos depois da cirurgia.

2025 e 2026

Quando a jornada mudou

Em 2025, a tosse piorou muito, e ela passou a ficar cansada. Tinha dificuldade para ficar deitada ou sentada; não encontrava uma posição confortável para respirar. Era a coisa mais difícil para mim: ver minha bebê com falta de ar e não ter o que fazer, porque a tosse vinha tanto do coração quanto da traqueia.

Em abril de 2026, além da tosse cada vez pior, ela teve uma síncope. Não chegou a desmaiar, mas caiu no chão, enrijeceu o corpo, tentava se levantar e não conseguia, e ficou com a língua branca. Levei-a às pressas a Goiânia. No exame, o Dr. Paulo viu que ela já estava com arritmia cardíaca e que o coração tinha aumentado muito desde a última consulta.

Fiquei arrasada e comentei com meu esposo que sentia que a partida dela estava chegando.

De abril a setembro, eu a levava a Goiânia praticamente todo mês. As doses aumentaram, e novos medicamentos foram acrescentados. Nos últimos tempos, ela tomava tanto remédio que acredito que isso tenha prejudicado outros órgãos — fígado, vesícula e rins. Ela também precisou passar por uma cirurgia para retirar o baço.

Nesse período, tive a sorte de conseguir vender a loja que eu tinha. Pude ficar com ela o tempo todo e aproveitar cada minuto juntas.

A despedida

A decisão mais difícil

Houve muitos momentos difíceis: o dia do diagnóstico, o desespero de pensar que ela teria pouco tempo de vida, as crises, a falta de ar. Mas, sem dúvida, o mais difícil foi o dia em que tomei a triste decisão da eutanásia.

Ficam muitos questionamentos:

“Será que tomei a decisão certa?” “Será que não havia mais nada a ser feito?”

É uma dor imensurável — chega a ser física.

Meu maior sonho era vê-la totalmente curada, e a única possibilidade disso era a cirurgia no Japão. Mas, com o dispositivo já colocado e com a idade dela, acredito que seria muito arriscado. Hoje, sonho que essa cirurgia um dia chegue ao Brasil e traga esperança aos tutores.

O que ficou

Não tenho palavras para agradecer a Deus pelo tempo precioso que pude ter a mais com a minha Paola. Ele foi maravilhoso ao colocar no meu caminho um médico tão competente, que me apresentou a possibilidade do V-Clamp e me permitiu desfrutar os últimos anos ao lado dela.

Não consigo expressar o amor que sinto pela Paola. Para muitos, é só um cachorro. Para mim, ela é minha filha. Sou grata por cada minuto que vivemos juntas — e por Deus ter me dado a missão de cuidar dela.

O que eu gostaria que outra família soubesse

Se eu pudesse voltar no tempo, teria levado a Paola, ainda mais nova, para fazer exames de rotina do coração. Na maioria dos casos, a doença começa a partir dos nove anos, mas ela a desenvolveu mais cedo. Quando apresentou sintomas, o quadro já era grave.

Por isso, hoje considero os exames de rotina tão importantes. Muitos cães são assintomáticos; outros, como a minha, apresentam tosse e recebem apenas o diagnóstico de colapso de traqueia. Com um diagnóstico precoce, o tratamento começa antes.

Sabemos que qualquer cirurgia tem riscos, mesmo as mais simples. Mas acredito que, quando a intervenção é feita com o cachorrinho em um estágio menos avançado da doença, o risco seja menor. É preciso entender a realidade de cada cão e conhecer os prós e os contras de cada procedimento.

Entrar em grupos sobre a doença e conversar com tutores que levaram seus cães para a cirurgia ajuda muito. Nenhuma experiência é igual à outra, mas penso que a maioria dos casos foi bem-sucedida. Infelizmente, o Brasil ainda não tem a cirurgia de cura total, e o V-Clamp trouxe uma esperança a mais para quem talvez não tenha a possibilidade de operar fora.

Acredito, sim, que o V-Clamp prolongou a vida da Paola e me deu mais tempo com ela. Para mim, ele representa um avanço muito importante na cardiologia veterinária.

Desejo muita força a quem está enfrentando isso com seu cãozinho. Sei que é muito difícil, e espero ter ajudado de alguma forma.

Este relato é uma experiência pessoal e não substitui orientação veterinária. Cada cão tem uma história, um estágio e uma avaliação própria.

Outra história: Sandra & Theo →
Histórias Reais →
Mão segurando a patinha de um cão branco, com uma guia verde em forma de coração sobre a manta
Nossa comunidade

Você não precisa passar por essa jornada sozinho.

Um espaço para tutores de cães com doença da válvula mitral compartilharem experiências, dúvidas e aprendizados.

Mão segurando a patinha de um cão branco, com uma guia verde em forma de coração sobre a manta

Você não precisa passar por essa jornada sozinho.

Tutores que compartilham a mesma jornada.

Para quem também está vivendo essa jornada

Receber o diagnóstico de uma doença cardíaca em quem amamos pode mudar a maneira como enxergamos os dias. Mesmo quando eles continuam bem, surgem o medo, as dúvidas e a preocupação constante com o que está por vir.

De repente, precisamos compreender uma doença que até então desconhecíamos, tomar decisões importantes e aprender a conviver com incertezas. É uma jornada que pode ser emocionalmente desgastante, e nem sempre quem está ao nosso redor consegue compreender o que estamos vivendo.

Se você está passando por isso, queremos que saiba que seus sentimentos têm lugar aqui.

Não existem respostas simples para todas as situações, e cada cão tem sua própria história. Mas compartilhar experiências, encontrar informações confiáveis e conversar com quem compreende essa realidade pode tornar o caminho menos solitário.

Foi também desse desejo de aproximação que nasceu a nossa comunidade.

Porque, embora cada jornada seja única, ninguém precisa percorrê-la sozinho.

O grupo Ben Cuidados é um espaço para tutores de cães com doença da válvula mitral compartilharem experiências, dúvidas e aprendizados com outras famílias que vivem essa realidade.

Do diagnóstico às diferentes possibilidades de tratamento, queremos aproximar pessoas e construir uma rede de apoio baseada no respeito, na troca de experiências e na informação responsável.

Entrar na comunidade no Facebook

Um espaço de troca entre tutores. As informações compartilhadas no grupo não substituem a orientação do médico-veterinário.

Ainda ficou alguma dúvida?

Se você quiser falar diretamente com o Ben Cuidados, envie uma mensagem pelo formulário abaixo.

Prefere enviar um e-mail diretamente? contato@bencuidados.com

Mensagem enviada. Obrigado pelo contato — responderemos assim que possível. Não foi possível enviar agora. Tente novamente ou escreva para contato@bencuidados.com.

Seus dados são usados apenas para responder sua mensagem. Saiba mais na nossa Política de Privacidade.

Privacidade e LGPD

Política de Privacidade

Como o Ben Cuidados trata os seus dados pessoais, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).

Última atualização: 3 de outubro de 2026

O Ben Cuidados é um projeto pessoal, sem fins lucrativos, criado para apoiar tutores de cães com doença da válvula mitral. Levamos a sua privacidade a sério: coletamos o mínimo de dados possível e apenas para as finalidades descritas abaixo.

1. Quem é a responsável pelos seus dados

A controladora dos dados pessoais tratados neste site é Gisele Soares, pessoa física responsável pelo projeto Ben Cuidados. Para qualquer assunto relacionado aos seus dados, escreva para contato@bencuidados.com.

2. Quais dados coletamos

Dados que você nos envia: ao usar o formulário de contato da página Nossa Comunidade, ou ao nos escrever por e-mail, recebemos seu nome, e-mail, o assunto e o conteúdo da mensagem.

Dados técnicos de navegação: como qualquer site, ao ser acessado o seu navegador se comunica com serviços que mantêm o site no ar (hospedagem, fontes e, quando houver, vídeos). Esses serviços podem registrar dados técnicos como endereço IP, tipo de navegador e data e hora do acesso. O Ben Cuidados não usa ferramentas de análise de audiência, publicidade ou rastreamento.

3. Para que usamos seus dados

  • Ler e responder as mensagens que você nos envia;
  • Manter um histórico mínimo das conversas, para dar continuidade ao atendimento;
  • Manter o site funcionando com segurança.

Não vendemos, alugamos nem usamos seus dados para enviar propaganda.

4. Base legal

Tratamos os dados do formulário para atender a uma solicitação feita por você, com base no legítimo interesse (art. 7º, IX, da LGPD), sempre respeitando seus direitos e expectativas. Os dados técnicos de navegação são tratados para permitir o funcionamento e a segurança do site.

5. Com quem compartilhamos

Para que o site funcione, utilizamos alguns serviços de terceiros, que podem ter acesso a dados pessoais apenas na medida necessária:

  • FormSubmit — entrega as mensagens do formulário no nosso e-mail;
  • Provedor de e-mail — onde as mensagens são recebidas e respondidas;
  • GitHub Pages — hospedagem do site;
  • Google Fonts — fornece as fontes usadas nos textos;
  • YouTube (Google) — quando o site exibir vídeos, eles são incorporados no modo de privacidade reforçada, e o YouTube só registra dados quando você dá play;
  • Facebook — ao clicar no link do grupo, você passa a navegar no Facebook, sujeito à política de privacidade dele.

Também poderemos compartilhar dados se houver obrigação legal ou ordem de autoridade competente.

6. Transferência internacional

Alguns desses serviços armazenam dados em servidores fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos. Nesses casos, a transferência ocorre conforme o art. 33 da LGPD, com fornecedores que adotam práticas reconhecidas de proteção de dados.

7. Cookies

O Ben Cuidados não utiliza cookies próprios de rastreamento ou publicidade. Serviços de terceiros, como o YouTube, podem usar cookies quando você interage com eles. Você pode bloquear ou apagar cookies nas configurações do seu navegador.

8. Por quanto tempo guardamos

As mensagens recebidas são guardadas por até 1 ano após o último contato e depois excluídas, salvo se você pedir a exclusão antes ou se houver obrigação legal de mantê-las.

9. Seus direitos

Pela LGPD (art. 18), você pode, a qualquer momento e gratuitamente:

  • Confirmar se tratamos seus dados e ter acesso a eles;
  • Corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • Pedir a anonimização, o bloqueio ou a exclusão de dados desnecessários;
  • Pedir a portabilidade dos seus dados;
  • Pedir a exclusão dos dados tratados;
  • Saber com quem seus dados foram compartilhados;
  • Opor-se a um tratamento que considere irregular.

Para exercer qualquer um desses direitos, escreva para contato@bencuidados.com. Responderemos em até 15 dias. Você também pode apresentar reclamação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em gov.br/anpd.

10. Informações sensíveis e menores de idade

Pedimos que você não envie pelo formulário informações sensíveis sobre pessoas, como dados de saúde, religião ou documentos. Informações sobre a saúde do seu cão podem ser compartilhadas normalmente.

Este site não é direcionado a menores de 18 anos, e não coletamos intencionalmente dados de crianças ou adolescentes.

11. Segurança

O site é acessado por conexão segura (HTTPS), e o acesso às mensagens recebidas é restrito à responsável pelo projeto. Nenhum sistema é totalmente imune a falhas, mas adotamos cuidados razoáveis para proteger seus dados.

12. Alterações nesta política

Esta política pode ser atualizada, por exemplo quando o site ganhar novos recursos. A data da última atualização fica sempre indicada no topo desta página.

Caminhos de cuidado · Cirurgia

Cirurgia de reparo da válvula mitral em cães

Quando a própria válvula é reconstruída para voltar a fechar.

Diferentemente do tratamento clínico, que busca controlar as consequências da doença e aliviar a sobrecarga do coração, o reparo cirúrgico atua diretamente sobre a válvula mitral: estruturas da própria válvula são reconstruídas para melhorar seu fechamento e reduzir a regurgitação.

Antes da técnica, a doença

As estruturas envolvidas no reparo

Na doença degenerativa da válvula mitral, os folhetos — as duas lâminas que se encontram para fechar a válvula — ficam espessados e deformados. As cordas tendíneas, estruturas finas que prendem os folhetos ao músculo do coração, podem se alongar ou se romper, e o anel mitral, base onde os folhetos estão inseridos, pode se dilatar.

Com isso, os folhetos deixam de se encontrar adequadamente no fechamento e parte do sangue retorna do ventrículo para o átrio esquerdo a cada batimento: é a regurgitação mitral. O reparo cirúrgico atua sobre essas estruturas.

Ilustração comparando a válvula mitral normal e a válvula com DMVM, indicando folhetos, cordas tendíneas, anel mitral e a regurgitação mitral
Válvula mitral normal e válvula com doença mixomatosa (DMVM). Ilustração esquemática, fora de escala. · Ilustração: Projeto Ben Cuidados
O reparo

Como a válvula é reparada

O reparo combina, conforme a anatomia de cada paciente, duas técnicas principais. A anuloplastia é utilizada para reduzir e estabilizar o anel mitral quando ele está dilatado, favorecendo que os folhetos voltem a se aproximar durante o fechamento.

Na reconstrução das cordas tendíneas, as cordas alongadas ou rompidas podem ser substituídas por cordas tendíneas artificiais, que ligam as bordas dos folhetos aos músculos papilares, no interior do ventrículo. O cirurgião ajusta o comprimento e a tensão de cada uma para ajudar a restaurar o funcionamento da válvula — uma das etapas mais delicadas do procedimento.

Infográfico em três etapas: cordas tendíneas artificiais fixadas entre o músculo papilar e o folheto, anuloplastia ao redor do anel mitral e os folhetos com melhor coaptação após o reparo
Ilustração educativa e esquemática dos princípios do reparo: reconstrução das cordas tendíneas e anuloplastia. As técnicas variam conforme a anatomia da válvula e a avaliação da equipe cirúrgica. · Ilustração: Projeto Ben Cuidados
Circulação extracorpórea

Como é possível operar dentro do coração

Para que o cirurgião possa acessar e reparar a válvula mitral, o coração precisa permanecer temporariamente imóvel durante uma etapa da cirurgia. Nesse período, a circulação e a oxigenação do sangue são mantidas por um sistema de circulação extracorpórea.

Na circulação extracorpórea, o sangue é direcionado para um circuito externo ao corpo, com bomba, oxigenador e sistemas de controle de temperatura e monitorização, que mantém o fluxo e a oxigenação enquanto o reparo é realizado. Em cães de pequeno porte, com volume de sangue muito reduzido, esse circuito precisa ser adaptado ao tamanho do paciente.

Durante parte da cirurgia, a cardioplegia — uma solução administrada no coração — interrompe temporariamente os batimentos e ajuda a proteger o músculo cardíaco. A temperatura corporal também é reduzida de forma controlada. Ao final do reparo, o corpo é reaquecido gradualmente e a atividade cardíaca é restabelecida.

imagem-do-chatgpt-30-de-set-de-2026-12_2
Exemplo ilustrativo do circuito de circulação extracorpórea. Equipamentos, configuração do circuito e técnicas de canulação variam conforme o paciente e o centro. · Ilustração: Projeto Ben Cuidados

Como essa cirurgia evoluiu

O reparo da válvula mitral em cães passou por décadas de desenvolvimento técnico até chegar aos protocolos utilizados hoje por centros especializados.

Em breve, o Dr. Masami Uechi falará em Vozes que cuidam sobre essa trajetória e os avanços da cirurgia.

Em breve: Dr. Masami Uechi em Vozes que cuidam →
Sequência do procedimento

Como a cirurgia acontece

Uma visão geral das etapas. A sequência e as técnicas empregadas são definidas pela equipe de acordo com cada paciente.

  1. {{ s.n }} {{ s.t }} {{ s.d }}
Complexidade

Por que essa cirurgia exige uma equipe especializada

A cirurgia cardíaca aberta com circulação extracorpórea depende do trabalho integrado de diferentes profissionais e sistemas ao mesmo tempo. Cada etapa — da anestesia ao controle do circuito, do reparo à avaliação da válvula — precisa estar coordenada com as demais.

{{ c }}
Pós-operatório

As primeiras horas após a cirurgia

Ao final do procedimento, o paciente é encaminhado para monitorização intensiva. Esse período exige acompanhamento próximo, porque alterações cardiovasculares e outras complicações podem surgir enquanto o organismo se recupera da cirurgia e da circulação extracorpórea. Entre os parâmetros acompanhados de perto estão:

{{ c }}
Riscos

Como toda cirurgia cardíaca, existem riscos

A cirurgia de reparo da válvula mitral é um procedimento de alta complexidade. Complicações podem ocorrer durante ou após a operação, e o risco varia de acordo com a condição clínica do cão, o estágio da doença, a anatomia, as comorbidades e a experiência do centro responsável pelo procedimento.

Entre as possíveis complicações descritas pelas equipes cirúrgicas:

Respiração

Alguns cães podem precisar de suporte respiratório por mais tempo após a cirurgia, especialmente quando já havia comprometimento pulmonar.

Função do coração

Logo após a cirurgia, o coração pode bombear com menos força por um período. A valva tricúspide, do lado direito, também pode passar a vazar mais temporariamente.

Sangramento e coágulos

Pode haver sangramento no local da cirurgia ou formação de coágulos — dentro do coração ou em vasos sanguíneos —, que exigem acompanhamento próximo.

Anemia e plaquetas baixas

São comuns após a circulação extracorpórea e costumam melhorar em poucos dias. Alguns cães precisam de transfusão de sangue.

Outros órgãos

Enquanto o coração está parado, órgãos como fígado, rins e pâncreas recebem menos sangue. A pancreatite é uma das complicações mais comuns.

Ritmo cardíaco

Arritmias podem surgir durante ou após a cirurgia. Geralmente desaparecem em um ou dois dias; raramente exigem medicação ou marca-passo.

Diafragma

A abertura do lado esquerdo do tórax pode paralisar temporariamente o diafragma, deixando a respiração rápida e curta. Costuma se resolver sozinha.

Infecção

Com o organismo mais vulnerável no pós-operatório, infecções podem ocorrer e são monitoradas pela equipe.

Entre os eventos que podem exigir monitorização e tratamento estão complicações cardiovasculares, respiratórias, hemorrágicas, tromboembólicas — relacionadas à formação de coágulos — e alterações do ritmo cardíaco. Conversar sobre esses riscos com a equipe responsável faz parte de uma decisão bem informada. Antes da cirurgia, a própria equipe explica cada um deles à família, que assina um termo confirmando que os compreendeu.

Indicação

Nem todo cão é candidato à cirurgia

A indicação não depende apenas do diagnóstico de doença da válvula mitral. Ela resulta de uma avaliação individual, feita em conjunto pelo cardiologista que acompanha o cão e pela equipe cirúrgica. Essa avaliação pode considerar:

{{ c }}

Quando a intervenção passa a ser considerada

Em Vozes que cuidam, o Dr. Guilherme Goldfeder explica quando uma intervenção pode entrar na conversa, como é feita a avaliação de candidatura e quais fatores ajudam a diferenciar opções como o V-Clamp e a cirurgia de reparo da válvula mitral.

Em breve: Dr. Guilherme Goldfeder em Vozes que cuidam →

A avaliação pela equipe cirúrgica

A decisão sobre a cirurgia depende de uma avaliação individual, que considera a anatomia da válvula, o estágio da doença, a condição geral do paciente e os exames disponíveis.

Na seção Vozes que cuidam, a Dra. Sayaka Takeuchi, da JASMINE, explica como essa avaliação é feita, quais fatores pesam na candidatura e o que acontece quando a cirurgia passa a ser considerada.

Em breve: Dra. Sayaka Takeuchi em Vozes que cuidam →
Continuando o caminho

Quando a cirurgia de reparo passa a ser uma possibilidade

Entre os centros que realizam o reparo cirúrgico da válvula mitral em cães está a JASMINE Veterinary Cardiovascular Medical Center, no Japão. Fundada em 2014, a JASMINE tornou-se uma referência internacional em cirurgia cardíaca veterinária, apoiada pela experiência de uma equipe que já realizava reparos da válvula mitral em cães desde 2006.

O trabalho desenvolvido pela equipe da JASMINE teve papel importante no avanço e na publicação de técnicas de reparo da válvula mitral em cães, incluindo pacientes de pequeno porte.

Para famílias que consideram essa possibilidade, porém, entender a cirurgia é apenas uma parte do caminho. Avaliação do caso, envio de exames, viagem, permanência no Japão e acompanhamento após o procedimento também fazem parte dessa decisão.

Conheça a JASMINE e o caminho até o Japão
Conhecer o V-Clamp, o reparo por cateter
Voltar para a doença da válvula mitral
Fontes e referências{{ refsLabel2 }}

Uechi M. Mitral valve repair in dogs. J Vet Cardiol. 2012;14(1):185-192. doi:10.1016/j.jvc.2012.01.004

Uechi M, Mizukoshi T, Mizuno T, et al. Mitral valve repair under cardiopulmonary bypass in small-breed dogs: 48 cases (2006–2009). J Am Vet Med Assoc. 2012;240(10):1194-1201. doi:10.2460/javma.240.10.1194

Mizuno T, Mizukoshi T, Uechi M. Long-term outcome in dogs undergoing mitral valve repair with suture annuloplasty and chordae tendinae replacement. J Small Anim Pract. 2013;54(2):104-107. doi:10.1111/j.1748-5827.2012.01305.x

Keene BW, Atkins CE, Bonagura JD, et al. ACVIM consensus guidelines for the diagnosis and treatment of myxomatous mitral valve disease in dogs. J Vet Intern Med. 2019;33(3):1127-1140. doi:10.1111/jvim.15488

Kurogochi K, Furusato S, Takahashi E, et al., Uechi M. Long-term outcomes of mitral valve repair with artificial chordae and annuloplasty for myxomatous mitral valve disease in dogs. J Vet Intern Med. 2025;39(4):e70171. doi:10.1111/jvim.70171

Caminhos de cuidado · Procedimento

V-Clamp

Reparo por cateter, com o coração batendo — sem abrir o peito.

O V-Clamp é uma técnica transcateter desenvolvida para reduzir a regurgitação mitral sem circulação extracorpórea. Durante o procedimento, o dispositivo aproxima os folhetos da válvula mitral, favorecendo um fechamento mais adequado enquanto o coração continua batendo.

O que é o V-Clamp

O que o V-Clamp faz na válvula

Na doença da válvula mitral, os dois folhetos que deveriam se encontrar para fechar a válvula podem deixar um espaço entre eles. Por esse espaço, parte do sangue volta para o átrio esquerdo — é o que chamamos de regurgitação mitral.

O V-Clamp é colocado justamente nessa região. Ele aproxima e prende uma parte dos dois folhetos, ajudando-os a se encontrar novamente durante o fechamento da válvula.

Com isso, a abertura por onde o sangue retornava fica menor e a quantidade de regurgitação pode ser reduzida.

Diferente da cirurgia de reparo aberta, o coração continua batendo durante o procedimento e não é necessário utilizar circulação extracorpórea.

Como o V-Clamp atua na válvula mitral: a válvula não fecha bem, o V-Clamp aproxima os folhetos e o resultado do reparo
Ilustração educativa e esquemática. Antes: os folhetos não se encontram completamente. V-Clamp: o dispositivo aproxima os dois folhetos. Depois: a abertura fica menor e a regurgitação é reduzida. · Ilustração: Projeto Ben Cuidados
Sequência do procedimento

Como o procedimento acontece

O V-Clamp chega até a válvula mitral por meio de um cateter, colocado através de um pequeno acesso no lado esquerdo do tórax, próximo à ponta do coração.

A partir daí, a equipe acompanha o trajeto do cateter por exames de imagem em tempo real, até que o V-Clamp alcance a válvula e possa ser posicionado no local planejado.

  1. {{ s.n }}
    {{ s.t }} {{ s.d }}

Durante todo o procedimento, o cateter, o V-Clamp e o funcionamento da válvula são acompanhados por exames de imagem em tempo real.

Depois do procedimento

Pós-operatório e riscos

Pós-operatório

Após o procedimento, o paciente permanece sob monitorização, com atenção ao ritmo cardíaco, à pressão arterial, à respiração e à recuperação da anestesia. Ecocardiogramas de controle permitem verificar a posição do dispositivo e o funcionamento da válvula.

Depois da alta, o acompanhamento clínico e as reavaliações periódicas com o cardiologista continuam necessários. A medicação e o intervalo entre as consultas são definidos pela equipe para cada paciente.

Riscos

Embora seja menos invasivo que uma cirurgia de coração aberto, o V-Clamp continua sendo um procedimento cardíaco especializado e pode apresentar complicações.

Entre elas estão alterações do ritmo cardíaco, sangramento, dificuldades relacionadas ao posicionamento do dispositivo ou redução insuficiente da regurgitação.

A anatomia da válvula também pode impedir uma implantação adequada. Por isso, a seleção do paciente e o planejamento antes do procedimento são fundamentais.

Indicação

Nem todo cão pode receber o V-Clamp

A possibilidade de realizar o V-Clamp depende principalmente da anatomia da válvula e do coração. Antes do procedimento, a equipe avalia diversos fatores para entender se o dispositivo pode ser implantado com segurança e se há possibilidade de reduzir a regurgitação de forma adequada. Entre eles:

{{ c }}

Quando a intervenção passa a ser considerada

Em Vozes que cuidam, o Dr. Guilherme Goldfeder explica quando uma intervenção pode entrar na conversa, como é feita a avaliação de candidatura e quais fatores ajudam a diferenciar opções como o V-Clamp e a cirurgia de reparo da válvula mitral.

Em breve: Dr. Guilherme Goldfeder em Vozes que cuidam →
Entenda também a cirurgia de reparo da válvula mitral →
Fontes e referências{{ refsLabel3 }}

Potter BM, Orton EC, Scansen BA, et al. Clinical feasibility study of transcatheter edge-to-edge mitral valve repair in dogs with the canine V-Clamp device. Front Vet Sci. 2024;11:1448828. doi:10.3389/fvets.2024.1448828

Lee J-M, Youp K-A, Lee S-T, et al. Retrospective evaluation of transcatheter edge-to-edge mitral valve repair in dogs with myxomatous mitral valve disease. J Vet Intern Med. 2025;39(4):e70156. doi:10.1111/jvim.70156

Liu B, Leach SB, Pan W, et al. Preliminary outcome of a novel edge-to-edge closure device to manage mitral regurgitation in dogs. Front Vet Sci. 2020;7:597879. doi:10.3389/fvets.2020.597879

Transesophageal echocardiography for mitral valve transcatheter edge-to-edge repair in dogs using the V-Clamp device. J Vet Cardiol. 2026. PMID 41656142

Keene BW, Atkins CE, Bonagura JD, et al. ACVIM consensus guidelines for the diagnosis and treatment of myxomatous mitral valve disease in dogs. J Vet Intern Med. 2019;33(3):1127-1140. doi:10.1111/jvim.15488

O Projeto Ben Cuidados não tem relação comercial com o fabricante do dispositivo. Conteúdo educativo: esta página não diagnostica, não prescreve e não substitui a consulta veterinária. A indicação é individual e depende da avaliação do cardiologista e da equipe responsável.